» Bancos (8)
  » Bandeja (2)
  » Desc. Panela (17)
  » Fruteira (5)
  » mandala (7)
  » Mesas (19)
  » Porta Copos (1)
  » Produtos Personalizados (1)
  » Sousplat (1)
  » Taboa
  » A Associação
  » Artesãos
  » Apoio
  » O Tereré
  » Arquitetura
  » Iconografias
  » Artistas locais
  » Rio Brilhante
  » Como Chegar

  Telefone:
  (011) 5082-2748
  (011) 8749-7936
  (067) 9911-8523

  Atendimento:
  Segunda à Sexta
  das 8:00 às 17:00h

  Fale Conosco!!!

 
A bebida de mais consumo nesta região têm sido o tereré. De origem guarani, se acostumaram os índios cavaleiros, bandeirantes, açorianos e, hoje, tantos quantos aqui chegam.

Nas rodas de mate, ódios esquecidos e 'assentos' às prosas de harmonia
Historicamente, a "caá-i" dos guaranis aparece no cenário quando o general Irala, governador de Assunção, chega ao Guairá, em 1554, e se surpreende com as virtudes tônicas da bebida indígena. De volta a Assunção, seus soldados trazem o hábito de sorvê-la. O hábito se generaliza, na colônia espanhola, e passa a alimentar um novo e rendoso comércio.

Clique para ampliar
Erva
Os ervais nativos, porém, encontravam-se a grande distância de Assunção: no Guairá (atual estado do Paraná), nas matas de Maracaju (fronteira com o atual Mato Grosso do Sul) e no Alto-Uruguai (noroeste do atual Rio Grande do Sul e terras limítrofes de Santa Catarina). Para colher a erva, os "encomienderos" espanhóis não tiveram dúvida em escravizar milhares de guaranis. O comércio era efetivamente rendoso. O uso do chimarrão descera até Buenos Aires, transpusera a Cordilheira dos Andes, alcançara Potosi. Trocava-se erva-mate por prata. Legalmente ou através de contrabando.

"Testemunha sou de haver visto, por aqueles matos, ossuários bem grandes de esqueletos de índios que causam lástima a quem os vê, e punge o coração o saber que a maioria deles morreu no paganismo, desgarrado por aquelas selvas". Eram esqueletos de ervateiros, sucumbidos por não resistirem ao esforço de carregarem às costas, por léguas e léguas, raíros (espécie de cesto de taquara) de 50 ou 60 quilos”, documentou o general.

MISSÕES JESUÍTICAS

Nas Missões Jesuíticas, a colheita e plantio da erva-mate foi estimulada pelos padres, levando em conta dois resultados: o econômico (novamente a troca de erva pela prata de Potosi) e o moral. Por volta de 1620, os ervais missioneiros exportavam cerca de 10.000 arrobas anuais para Assunção e 40.000 para as estâncias de Corrientes, Santa Fé e Buenos Aires.

No Brasil, o consumo da erva-mate se acentuou a partir do contato dos bandeirantes com as Missões do Guairá. A erva era conhecida pelos tupis de São Paulo com o nome de "congõin" (o que alimenta). O hábito se disseminou facilmente no Paraná e no Mato Grosso (do Sul) por haver ali grandes concentrações naturais de erveira. Os tropeiros de mulas levaram a congonha para Minas Gerais.

E assim se justifica que em 1720 o rei de Portugal tenha emitido correspondência ao governador de São Paulo, nestes termos: "Faço saber a vóz Rodrigo César de Menezes, governador e capitão-general da Capitania de São Paulo, que aqui se tem notícia que nas terras dessa capitania há erva a que chamam congonha e os castelhanos ‘Ia provechosa’. Dela se pode tirar grande utilidade”.

A ERVA-MATE

A verdadeira erva-mate é a “Ilexparaguaiensis”, St. Hil., família das Aqüifoliáceas. Às falsas ervas de sabor amargo dá-se o nome popular de caúna). Em pleno desenvolvimento, a erveira mede de seis a oito metros de altura, lembrando, pelos contornos, os ciprestes, mas, pela forma das folhas, a laranjeira. O processo natural de multiplicação da árvore do mate consiste na transportação das sementes por pássaros, até as terras propícias à sua germinação, geralmente humosas e abundantes de vegetação, com subsolo de terra vermelha permeável, e expostas a um clima quente.

A colheita faz-se geralmente de três em três anos, pois este é o período necessário para que a erveira readquira uma nova e farta folhagem. A produção média de uma erveira fica por volta de cinqüenta quilos. O ervateiro, munido de foice ou de grande tesoura, corta os galhos e os ramos grossos. Procede-se em seguida ao "sapeco", operação que consiste em sapecar os galhos de erva-mate num fogo intenso, para evitar seu enegrecimento e deterioração em contato com o ar.

Clique para ampliar
Barbaquá
Após esta secagem preliminar, os galhos são quebrados e levados ao intenso calor do "carijo" ou do “barbaquá", armações sob as quais há grande fogueira. A uma temperatura de cem graus centígrados, as folhas do mate perdem totalmente a umidade, tornando-se quebradiças e de fácil trituração. A trituração é feita na "cancha", espécie de moinho circular puxado a cavalo.

A Erva Mate é uma planta nativa do Paraguai, é uma erva medicinal, 100% natural e produzida de maneira extremamente ecológica, não recebe nenhum tipo de produto químico ou conservante em nenhuma das fases de sua produção. Muito conhecido no Paraguai, Mato Grosso do Sul e seus arredores e recebe o nome científico" Ilex paraguariensis " . É uma erva um pouco semelhante com a do chimarrão, sua diferença é que é servido no verão e com muita àgua fria com efeito semelhante.

Veja como o tereré substitui o chimarrão: ele é usado geralmente nos dias mais quentes e para sua preparação utiliza-se água fria, se preferir adicione algumas gotas de limão para dar mais sabor no tereré.

Clique para ampliar
Tereré
É servido em guampa até aproximadamente 2/3 de sua capacidade, onde se coloca a bomba apropriada, que se encontra facilmente em lojas especializadas e em bons supermercados. Ao inserir a bomba deixe-a bem firme. O melhor jeito de se deliciar um tereré é colocando-a bem no canto da guampa, sendo assim mais fácil de colocar água.

Várias pessoas gostam de incrementar o tereré com outras plantas, tais como: folhas de boldo; folhas de hortelã; burrito; carqueja; erva sidreira e outros tipos variados de folhas.

Fonte: "Claudio Xavier"
« Voltar